domingo, 23 de janeiro de 2011

Dúvidas


Estava perseguindo caminhos traçados anteriormente, porém esquecidos por serem complicados. E, nesse momento de comodismo, a preguiça domina minhas vontades e faz-me aceitar tudo para evitar a entediante fadiga. Daí, reflito sobre tudo o que ocorre, mas percebo que é inútil. Tais questionamentos contribuem para fortalecer que nada vale à pena, que somos fruto de um Destino que determinou o que seremos, portanto, não preciso me preocupar com a vida já que tudo está escrito e determinado.
No entanto, há algo que me incomoda e que me faz sair da passividade e me transformar num ponto de interrogação (?) com algumas exclamações (!) chego às vírgulas (,) e caminho para os dois pontos (:). De súbito volto às reticências, e as divagações tomam contam dos meus pensamentos. Regrido ao ponto e vírgula (;), dou uma pausa um pouco maior e continuo. Dessa vez procuro as afirmações e encontro um ponto final (.). Agora que cheguei ao fim percebi que tudo se resumo há um sistema fragmentado das faculdades psíquicas, relacionadas à ortogonalidades da teoria da relatividade expressa pela fórmula da complicabilidade em que o produto é obtido com a soma das inequações promovidas pelos relacionamentos multiplicados pela troca de experiências dividida pelas minhas dúvidas.  
Falando em dúvidas, as dúvidas geram algum tipo de dúvida ou isto apenas é fruto de um cérebro pensante? Pois se geram, será que existe alguma palavra que pode substituí-la ou temos que nos conformar, ou ainda confrontar com nossos medos e pagar o preço da incredubilidade. As dúvidas nos faz crescer ou regredir? Interessante polêmica, mas ela nos leva a respostas ou simplesmente é um elemento provocador de reflexão. Pensando desse modo e lembrando o cânone Willian Shakespeare “To be or not to be – this is a question” – “Ser ou não ser – eis é a questão” ou ainda a premissa “Penso, logo existo”, as dúvidas constituem a essência do ser pensante.

Escolhas

Às vezes, a Beleza é o demônio disfarçado de anjo
Se você a seguir cairá nas trevas
Num labirinto vencido por poucos
Se o caminho era difícil enquanto simples mortal
Não faz idéia como ficará pior
A saga do sonhador está apenas começando
Palavras doces podem te levar ao inferno
A facilidade momentânea pode ser o caminho mais gostoso
Mas, não se esqueça que a eternidade é muito mais longa que alguns anos terrestres
Siga o “carpe diem” e viverás na “áurea mediocritas”
A efemeridade eufemizada pode te levar a uma encruzilhada
Basta fazer a escolha certa
A sua Vida não precisa terminar com sua Morte
O sofrimento também tem seu lado positivo
Aprenda com ele, mesmo que tente evitá-lo
Olhe com os olhos da fé e tudo verás
Seja coletivo na individualidade
Faça de sua experiência aprendizagem ao próximo
Estenda a mão não para aqueles que estão de pé
Mas para aqueles que precisam
 Lembre-se “muitos são os chamados, poucos são os escolhidos”

Aprendi


Aprendi que a vida nos prega muitas peças,
Que nem sempre conseguimos colocar em prática o que acreditamos
Que algumas pessoas simplesmente passam por nós e não deixam o menor resquício de saudade
Que a felicidade é mais fácil de se ter que imaginamos
Que a maldade é mais atrativa que a bondade
Que crítica é mal vista pela sociedade
Que os maiores pensadores complicaram tanto que o que descobriram tornou-se óbvio
Que os inimigos nos deixam mais vivos
Que a amizade é o principal ingrediente da felicidade
Que o vento não precisa ser visto para ser notado
Que a chuva promove a vida e o choro libera a alma
Que as decepções são apenas provações para o crescimento
Que a vida é uma guerra contra a morte
Que a natureza é muito mais que rios, florestas e animais
Que a saudade doe mais que um tapa na cara
Que o amor pode se transformar em Roma
Que o trabalho escraviza o homem
Que as palavras que te glorifica são as mesmas que te massacra
Que as nuvens um dia estão por cima e noutro nas profundezas da terra
Que o sol brilha menos que um sorriso de criança
Que os pássaros voam para alcançarem seus objetivos
Que a Ciência é o assassino da imaginação
Que as pessoas acreditam mais nas outras que em si própria
Que a música é o alento para alma
Que os pais erram tentando acertar
Que a juventude é o ontem do amanhã
Que a experiência e a sabedoria chegam muito tarde
Que o tempo é a inconstância dos nossos pensamentos
Que sempre temos algo a fazer, mas dificilmente o faremos
Que apreciamos a aparência em detrimento a essência
Que os porquês não explicam, apenas nos confundem mais
Que a curiosidade é uma faca de dois gumes
Que a beleza nos ludibria
Que o silêncio nos incomoda tanto quanto a verdade dita de surpresa
Que ouvimos, mas não entendemos
Que a teimosia é ambígua
Que a magia é incompreensível, porém instigante
Que o você é o complemento do eu e os dois juntos formam os “nós” da vida
Que eu sou um louco procurando sanidade nas loucuras da vida.

A Vida é...


Escrever é um ato que demanda muito trabalho e pensar. O ato de escolher as melhores palavras para materializar nossos pensamentos, às vezes, é uma tarefa impossível. Mas quando o objeto, ou pessoa de inspiração é merecedor, escrever torna-se algo tão fácil que, é como se ordenássemos às letras a se juntarem e se constituírem em palavras magníficas, repletas de significação e beleza. Em seguida, pedir às palavras para que se joguem em uma folha de papel em branco para que construam um texto único e da maneira como o escritor gostaria, isto é, banhado de beleza e sentimentos puros, assim como o “objeto” de inspiração.
No entanto, nem sempre as palavras obedecem, por vezes, ao se perderem pela página em branco, sentem-se acuadas e se juntam por afinidade construindo um texto sem nexo. Daí entra o “jardineiro” com suas ferramentas e habilidade para aparar os galhos soltos, retirar as ervas daninhas, preparar o solo para receber seu sorriso (Ops! as sementes), até que com muito trabalho tudo fique da maneira como se almejava. O jardim, aqui metaforizando o texto, depois de bem cuidado expressa exatamente o coração de seu jardineiro.
Ainda falando em jardim, este difere do texto apenas em um aspecto. O texto depois de pronto torna-se algo finito dependendo dos leitores para que continue vivendo. Já o jardim que recebemos, quando nascemos, precisa de constante manutenção. Quando o recebemos, também nos deram as ferramentas certas para cuidar e embelezar nosso jardim. Nele devemos plantar as melhores sementes e regá-las com os melhores sentimentos. Quando necessário, temos que decidir entre eliminar uma planta que nos causa malefícios, mesmo sendo de beleza incomparável, e plantas que em sua simplicidade nos alegra infinitamente. É indispensável à constante manutenção, pois sem ela perdemos o que temos de precioso: a liberdade de administrar nosso jardim.
Para que nosso jardim seja repleto de alegria, não podemos ser egoístas e nos afundarmos em nós mesmos. As flores do jardim necessitam interagir com as flores que brotam nos jardins dos outros. Desta forma, se complementam e encontram a tão almejada felicidade e quem sabe produzam novas espécies para embelezar ainda mais o jardim.
Você deve estar pensando, mas que conversa é essa de texto e jardim, esse menino deve estar doido. Mas não se apavore que explico tudo. Nesse dia em que seu jardim comemora mais um aniversário, quero dizer que pelo que pude observar seu jardim tem um ótimo jardineiro, a beleza que irradia contamina aqueles que estão próximos ou que cruzam seu caminho. Eu sou vítima de tal contaminação, por isso, tenho que dar os parabéns para essa jardineira especial; e desejar que em seu jardim nasçam muitas flores de desejos, sonhos, amor, fé, esperança e felicidade. Também espero que seu jardim interaja com o meu e que eu aprenda a cultivar meu jardim da mesma forma como cultivas o teu.
Por fim, quero dizer que: “A vida não é uma sucessão de dias, meses e anos vividos, mas sim uma sucessão de experiências e relacionamentos vividos.”

MUITAS FELICIDADES É O QUE DESEJA ESSE MENINO QUE ESTÁ APRENDENDO A VIVER.

Foi...


Foi tentando te conquistar que te perdi
Foi tentando te amar que encontrei teus defeitos
Foi pensando no futuro que descobri que não tinha passado
Foi embrenhando pelas matas que descobri novos caminhos
Foi caindo que aprendi a levantar
Foi descendo que aprendi o quanto é satisfatório subir
Foi vivendo que descobri que não sabia viver
Foi julgando que fui julgado
Foi acreditando que me decepcionei
Foi sofrendo que aprendi a valorizar
Foi desafiando que fui desafiado
Foi tentando que fui tentado
Foi beijando que fui mordido
Foi distribuindo sorrisos que fui amado
Foi abrindo o coração que me protegi
Foi escondendo que me acharam
Foi trabalhando que conquistei
Foi lutando que apanhei
Foi perseverando que venci
Foi inovando que me renovei

 Foi indo que se foi,
Divagando percebo
Que a incoerência da vida
Dá coerência aos nossos atos.